O Director da Célula de Planeamento Trilateral (TPC), entidade responsável pela coordenação das actividades de combate ao tráfico de drogas entre a Tanzânia, Moçambique e a África do Sul, visitou na manhã desta quinta-feira, 13 de Agosto de 2026, o Centro Nacional das Operações Conjuntas (NJOC).
Sublinhar que, a visita tinha como objetivo conhecer melhor o funcionamento do NJOC, as suas capacidades e o seu papel na recolha, tratamento, análise e partilha de informação relevante para a prevenção e combate às actividades ilícitas no espaço marítimo.
Recebido pelo Administrador Executivo do INAMAR, Leonild Chimarizane que se fazia acompanhar pelo Coordenador da Segurança Marítima, Lisboa Francisco, Chefe do Departamento Jurídico e Cooperação, Bernando Manhiça e Chefe do Departamento de Comunicação, Busca e Salvamento, Hedelson Julamo.
Segundo explicações dadas durante a visita, o NJOC utiliza um conjunto de sistemas integrados que combinam energia civil, recursos hídricos e hidrogênio, além de plataformas de recolha de informação. “Nós produzimos a informação, temos analistas que trabalham na geração, classificação e separação dos dados que recebemos, incluindo os que vêm de outros países da região’’, referiu Hedelson Julamo, responsáveis do centro.
Não podemos trabalhar apenas a nível nacional, mas é preciso termos estruturas bem organizadas de cooperação internacional. O crime não tem fronteiras e nós também não podemos ter, acrescentou Julamo.
O foco do trabalho é o combate ao tráfico de drogas e outras actividades ilícitas. O centro destacou um caso recente em que foi interceptada uma grande consignação de cocaína proveniente da América Latina, com destino ao Sudeste da África. Para os responsáveis, o episódio demonstra a necessidade de reforçar a cooperação transnacional.
Importa ainda referir que, o NJOC constitui um instrumento fundamental para o reforço da Consciência Situacional do Domínio Marítimo (Maritime Domain Awareness – MDA), que permite a integração e partilha de informação entre diferentes entidades com responsabilidades na segurança, fiscalização e proteção do espaço marítimo.
Neste contexto, a visita poderá constituir uma oportunidade para reforçar a cooperação e a coordenação interinstitucional, promover o intercâmbio de informação e permitir às entidades envolvidas compreender melhor as capacidades existentes no âmbito do NJOC, contribuir para o fortalecimento dos mecanismos de prevenção e combate ao tráfico de drogas na região